CASO DE SUCESSO

Empreendedor ganha destaque com a fabricação artesanal de pães no DF

Leandro Gonçalves, “o cara do pão”, criou gosto pela panificação após uma viagem de férias. A ideia amadureceu quando ele se mudou para Brasília e passou a contar com apoio do Sebrae no DF

A inspiração para Leandro Gonçalves, 50 anos, começar a produzir pães artesanais surgiu há oito anos, durante uma viagem de férias a Portugal. O tour pelo país europeu, contudo, não ficou restrito apenas aos monumentos e museus na capital ou em outras cidades turísticas, mas incluiu visitas e experiências gastronômicas marcantes em mosteiros centenários, onde monges beneditinos conservam receitas muito antigas, mas simples, práticas, além de deliciosas e nutritivas.

Em uma das visitas, Leandro, que até então trabalhava como executivo de contas de uma multinacional consolidada no segmento de gás e petróleo, ficou admirado com a produção artesanal de pães enriquecidos com leguminosas e trouxe na bagagem algumas receitas que faria em casa, para consumo próprio. À época, o gaúcho natural de Roca Sales estava morando no Rio de Janeiro, mas já havia residido por vários anos na Capital Federal, cidade a qual voltaria alguns anos mais tarde.

Ainda na capital fluminense, os pães produzidos a partir das receitas portuguesas seduziram os paladares de alguns amigos de Leandro e ele começou a receber pequenas encomendas. O executivo estabeleceu, desse modo, uma renda extra e logo decidiu mudar completamente sua rotina. “Queria trabalhar para mim”, lembra Leandro, que entre 2017 e 2018 consolidaria, no Distrito Federal, seu próprio negócio, uma micropadaria artesanal.

De volta à Capital Federal e sem vínculo com a multinacional em que trabalhava, Leandro formalizou sua ideia de negócio e seguiu produzindo pães artesanais. Ele contou com apoio da esposa, Isabel Nascimento. Tudo o que era feito pelo casal começou a ser comercializado em feiras realizadas semanalmente em 14 órgãos públicos e também em condomínios privados do DF.

Os produtos da marca, ainda sem um nome fantasia, logo caíram no gosto do consumidor brasiliense e o modo como os consumidores procuravam por Leandro o ajudaram a batizar o empreendimento. “Sempre que chegava em alguma feira, os funcionários ou moradores já haviam perguntado para os organizadores se ‘o cara do pão’ iria participar, se ‘o cara do pão’ já tinha chegado, a hora em que ‘o cara do pão’ ia chegar, entre outras coisas. Percebi que os clientes já haviam me dado um nome e eu aproveitei isso”, conta Leandro, que batizou sua micropadaria artesanal como O Cara do Pão.

A forma como era conhecido nos lugares em que comercializava seus produtos induziu Leandro a criar um logotipo diferente, que fosse atrativo e ao mesmo tempo permitisse que o cliente, ao ver uma embalagem, por exemplo, se lembrasse do estilo inconfundível do empreendedor. Ele, então, usou como elementos principais da arte o estilo black power de seu cabelo e também seus óculos com os cantos arredondados e assim conseguiu aumentar o reconhecimento de sua marca por meio de uma imagem unificada.

Ainda no início das atividades formais como empreendedor, Leandro, mesmo sendo formado em administração de empresas pelo Centro Universitário IESB, se aproximou do Sebrae no Distrito Federal e iniciou consultorias nas áreas de logística, vendas, mídias sociais, dentre outras. Os serviços foram oferecidos sem nenhum custo pela instituição e permitiram que o empreendedor pudesse aprimorar suas práticas de gestão, otimizar recursos e auxiliar na tomada de decisões mais assertivas para o crescimento de sua marca.

O processo de evolução pôde ser sentido a partir do volume de vendas. Leandro e sua esposa já não fabricavam apenas pães artesanais, mas incluíram, também, cucas gaúchas e pasteis integrais com sabores variados no cardápio e começaram a receber cada vez mais encomendas. Com isso, a marca alcançou um recorde de produção. Na preparação para uma feira realizada no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o casal levou mais de 400 produtos em um único dia. Normalmente, a média semanal de produção girava entorno de 1.500 produtos.

A grande projeção que vinha sendo alcançada por Leandro sofreu um baque após o surgimento dos primeiros casos de Covid-19 e das medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço da doença na capital, em março de 2020. O empreendedor viu suas oportunidades de venda serem afuniladas e precisou se reinventar, sendo obrigado a formatar, com urgência, o seu serviço de delivery. Posteriormente, Leandro contou novamente com o apoio do Sebrae para aprimorar essa necessidade e ainda realizou outras duas consultorias, um novo atendimento especializado para reparar sua logística e outra para melhorar a presença digital de sua micro padaria.

O resultado alcançado após as soluções oferecidas pelo Sebrae foi positivo. “Começamos a usar os perfis no Instagram e Facebook como uma espécie de vitrine para os nossos produtos; de lá redirecionamos quem nos procurava para uma conversa no WhatsApp. Usamos a versão business e conseguimos estabelecer um contato mais efetivo com os clientes, sendo ágeis nas respostas e utilizando etiquetas para marcar o progresso de cada encomenda que recebemos”, explica Leandro.

Em outubro do ano passado, o crescimento das vendas sofreu outra baixa e, mais uma vez, Leandro foi obrigado a buscar estratégias para prospectar clientes e não encerrar suas atividades. O empreendedor começou, então, a estimular seus atuais clientes a divulgar seu trabalho, oferecendo bônus e vantagens para a aquisição de produtos. “O objetivo era criar uma rede a partir do movimento que a marca já tinha. O meu público estava trabalhando em casa. Comecei a ir até um condomínio para fazer uma entrega e acabava fazendo mais três, quatro a partir das indicações. Colhi um resultado muito bom”, avalia.

 

As pretensões para o futuro da micropadaria não são nem um pouco tímidas, mesmo que o cenário atual ainda não mostre sinais claros de abrandamento da pandemia. Leandro tem o objetivo de colocar sua marca por todo o Distrito Federal e garante que conseguirá alcançar essa meta.

“Eu só atendia órgãos públicos e hoje, aos poucos, estou conseguindo fazer com que a minha marca seja conhecida em toda a capital. Meus produtos estavam focados na área central da cidade e agora já chegam a Águas Claras, Taguatinga e em alguns condomínios próximos a Sobradinho”, acrescenta o empreendedor.

Leandro também tem como meta abrir pontos de vendas físicos em várias regiões do DF, após o fim da pandemia. Deixar de contar com o apoio do Sebrae no DF é algo que também está fora dos planos do empreendedor e de sua esposa. “Não teríamos um norte a seguir, senão fosse o Sebrae”, completa.

Serviço – O Cara do Pão

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