Caso de Sucesso

Cultivo de orquídeas é aposta de aposentado para se destacar no empreendedorismo

Natural do interior do Goiás, João Batista Borba chegou ao DF ainda pequeno, construiu sua carreira no serviço público e depois de aposentado começou a empreender com a atividade que mais gosta

Foi por influência de sua mãe, Valdelice Borba, que João Batista Borba, goiano natural de Itapirapuã, começou a admirar e colecionar orquídeas. A planta, que é facilmente encontrada em todo o território brasileiro – são mais de 35 mil espécies diferentes –, era a forma com a qual João, hoje com 64 anos, costumava presentear dona Valdelice em seu aniversário e também no Dia das Mães. O hábito logo se tornou um hobby e, posteriormente, deu forma a um empreendimento de sucesso que tem suas raízes totalmente fincadas em solo brasiliense.

Batista, como gosta de ser chamado, chegou em Brasília no ano de 1960, quando tinha apenas quatro anos de idade. Ele e a família vieram após o pai, Benedito Borba – que trabalhava como pedreiro –, ter visitado a cidade para construir um forno na padaria de um familiar próximo, na Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante. “Meu pai sonhava em dar uma melhor condição de vida para a gente. Ele andou por aqui e gostou do que viu. Logo arrumamos as malas e viemos também”, lembra.

Sob o exemplo do pai, Batista cresceu e começou a trabalhar para ajudar nas despesas da casa e também a vislumbrar um futuro melhor. Conseguiu se tornar servidor de carreira do Banco de Brasília (BRB) e concluiu duas graduações, uma em administração, na Universidade Católica de Brasília (UCB), e outra em história, no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Ele e a família também adquiriram uma propriedade de cerca de 9 mil m² no Setor Habitacional Nova Colina, em Sobradinho.

Conforme o tempo passava, Batista seguia crescendo profissionalmente. Tornou-se gerente de agência do BRB e, quando percebeu, já tinha tempo de sobra para se aposentar; foram exatos 32 anos de dedicação exclusiva à carreira bancária. Em meio a esse tempo, no entanto, precisou superar o falecimento de sua querida mãe, fato que serviu de gatilho para ele iniciar o cultivo de orquídeas na propriedade que família mantinha no Nova Colina.

Em 2013, ainda como bancário, Batista não tinha planos de ficar parado após encerrar suas atividades no banco. A intenção era continuar fazendo algo para ocupar o tempo e foi aí que surgiu um convite que mudou completamente sua vida. “Faltavam poucos dias para eu me aposentar. O BRB sempre promovia um curso preparatório para aposentadoria e eu fui convidado a participar. Lá, conheci melhor o Sebrae; como a instituição atuava, e percebi que poderia transformar o gosto por orquídeas em algo lucrativo e envolver toda a minha família”, conta. Surgia, ali, o Orquidário Batista.

Mesmo com o diploma em administração e vasto conhecimento na área financeira, o potencial empreendedor continuou a se utilizar das soluções ofertadas pelo Sebrae no DF. Participou de cursos, oficinas, consultorias e conseguiu implementar uma gestão eficiente em seu negócio. Com o apoio da instituição Batista também começou a expor sua produção ao público em eventos como o Fest Flor, o mais importante para a cadeia produtiva de flores do Distrito Federal, e também participou de uma missão técnica a Holambra, município paulista conhecido como a “cidade das flores”.

À medida que os anos iam se passando, Batista ampliava a área de cultivo em sua propriedade. Com isso, ele teve a ideia de abrir sua própria casa para visitação pública e mensalmente passou a receber dezenas de pessoas interessadas em conhecer melhor o universo das orquídeas e, sobretudo, a comprar o que era produzido. “Quando eu trabalhava no banco, percebi que muitas as parcerias eram feitas com o Sebrae. Mas quando me tornei um empreendedor, pude entender ainda melhor a importância do trabalho que é desenvolvido; é uma instituição que temos que agradecer por existir”, garante Batista.

Com a chegada da pandemia, no entanto, o empreendedor precisou dar uma pausa na iniciativa que vinha garantindo um bom retorno financeiro ao orquidário.  Como não tinha um ponto de venda físico e nem estava participando de eventos e exposições, Batista aproveitou os dias fechados para aprimorar ainda mais sua ideia de negócio e começou a cultivar novas espécies de orquídeas, alcançando a marca de 2 mil m² na área de plantio. Quando iniciou o negócio, segundo ele, a área destinada à plantação era de apenas 350 m².

A chegada do novo ano e o início da imunização da sociedade animaram o empreendedor, que depois de um ano voltará a participar de um evento público no Distrito Federal. Batista levará as cores e os aromas da orquídeas que cultiva para a comemoração do 36º aniversário do Jardim Botânico de Brasília, que terá lugar nos dias 5, 6 e 7 de março.  Ele também tem planos de construir, dentro da propriedade, uma boutique para comercializar as orquídeas e atrair ainda mais o público brasiliense. “Era algo que eu gostaria de ter implementando ainda no ano passado, mas com a pandemia, tive que repensar a ideia. A intenção é fazer algo bonito, que ressalte a beleza e a variedade de orquídeas”, esclarece Batista.

O orquidário, atualmente, é mantido pelo empreendedor juntamente com o filho, a nora e mais dois funcionários. A evolução e o sucesso do empreendimento comprovam que não há idade para empreender e que a maturidade pode ser aproveitada da melhor maneira possível, ajudando na complementação de renda, no sustento da família e na geração de emprego e renda no país. “O meu conselho é para que todo mundo que trabalha e está prestes a se aposentar e curtir a vida dê uma chance ao empreendedorismo. Eu empreendo com algo que gosto, que me faz relaxar e que ocupa a minha mente. Ficar sem fazer nada pode ser perigoso, pois a cabeça vazia é oficina do que não presta”, conclui Batista.

A reabertura do orquidário para visitação pública aconteceu ainda em 2020 e está sendo realizada seguindo todas as recomendações das autoridades sanitárias para evitar a propagação do novo coronavírus.  O orquidário também conta com serviço de entrega, que pode ser solicitado pelo Facebook, Instagram e pelo WhatsApp da marca.

 

Empreendedorismo na terceira idade

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que empreendedores com 65 anos ou mais são os que mais empregam no país. Os números analisados são relativos ao terceiro trimestre do ano passado, quando o Brasil atingiu 1,8 milhão de empreendedores nessa faixa etária, o que corresponde a 7,3% do total de donos de negócios de pequeno porte.

A análise identificou que a maior proporção de empregadores (20%) está localizada nesse perfil de empreendedor – com 65 anos ou mais. Quando comparados às outras faixas etárias, os donos de negócio que são empregadores nesta faixa etária são os que mais possuem funcionários, sendo 71%, com 1 a 5 empregados; 11%, com 6 a 10 empregados; 10% com 11 a 50 empregados e 8% com 51 ou mais empregados. Assim, apesar de responderem por só 7,3% do total de empreendedores, esses empreendedores da terceira idade constituem o grupo que proporcionalmente mais gera emprego entre os Pequenos Negócios

Os dados apontam também que os empreendedores com 65 anos ou mais são, em grande maioria, homens (73%), brancos (59%), chefes de família (73%) e dedicam-se a um único trabalho (98,8%). Em sua maioria, eles possuem nível fundamental (48%) e apesar disso são os que apresentaram o maior rendimento, com 10% com ganhos de mais de cinco salários-mínimos, acima de R$ 5.225,00.

Outros número da pesquisa:

  • Os empreendedores com 65 anos ou mais são os que estão há mais tempo na atividade atual (92% há mais de 2 anos).
  • Esses empreendedores têm mais empregados (entre os empregadores, 29% têm 6 ou mais funcionários).
  • 36% estão em serviços, 23% na agropecuária, 19% no comércio, 14% na indústria e 8% na construção.
  • São os que trabalham menos horas por semana.

 

 

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